GNU/Linux, Linux-libre, Software Livre, mas afinal o que é liberdade ?

Aproveitando o que meu amigo Júlio colocou no post anterior(sua resenha sobre o FISL), venho pela primeira vez aqui no Nação comentar a respeito desse assunto.
Lá….no começo do primeiro curso na faculdade, quando ouvia alguns colegas comentarem a respeito do tal “Linux” achava radicalismo na maioria das vezes. O tempo passou, formamos, e aprendi o que é ser livre, o que é o “Linux” e aquela impressão de radicalismo se foi. Hoje, vejo a liberdade como o principal fator para o aprendizado.
Usava o Ubuntu e por questões de liberdade, hoje, optei pelo GNU/Linux Debian (Também não é completamente livre. Optei pela “filosofia Debian”). Não estou denegrindo a imagem do Ubuntu, muito pelo contrário, sempre achei fantástico o que a Canonical faz com a distro e torço para o sucesso do Ubuntu em desktop.
Bem, hoje dificilmente um hacker ou usuários, estarão usufruindo da completa liberdade, devido a principalmente binários sem fontes (aquela discussão do Debian sobre os Blob’s, lembra??) embutidos no sistema. Porém não é aqui o motivo do tópico.
Dando uma “blogada” me deparei com um texto do pessoal do UOL com o título “O linux não é livre”. Tudo bem, já sei, e também não é aqui minha discussão.
Mas ao ler o artigo e deixar um comentário percebi que a turma confunde a tal liberdade. Acham que liberdade lhes tiram o direito sobre seu sistema, que liberdade não os deixarão “ganhar dinheiro”, que liberdade fará com que seu trabalho seja em vão e “dado” à comunidade, que liberdade é questão de pagar ou não….meu Deus…o que é isso ?!?!?!?
O que impede alguém de desenvolver sobre o paradigma livre e “ganhar dinheiro”?? Ficar sozinho responsável pelo sistema enquanto poderia ter ajuda de vários amigos, rápido feedback e sem perder a referência como mantenedor???
Eu enxergava assim…com a explicação de amigos e com o aprendizado, hoje agarrei essa causa, a liberdade. Tive uma boa conversa no FISL com o amigo Júlio a respeito do Ubuntu, Debian, sobre o projeto Linux-libre, gNewSense, até onde a liberdade pode influenciar na usabilidade/acessibilidade de um sistema (pelo menos enquanto estamos carentes de contribuições), e enfim, o que seria a liberdade.
Temos a FSFLA a todo vapor trabalhando com o belo projeto Linux-libre, temos o gNewSense(Sem binários “faltando” o source) ou seja, uma boa comunidade tentando dar opção à liberdade (estranho isso não ? “opção à liberdade”…) para que se possa aprender e usufruir melhor de um sistema.
Ainda não cheguei ao estado: Se não for livre não uso ! Esses, cujo alcançaram este estado são realmente os GNU’s. Aqueles que provavelmente contribuem de forma consistente para a comunidade livre. Gostam de ajudar as pessoas, resolver problemas. Eu os respeito e admiro.
Por isso venho como uma forma de desabafo perguntar:
Ao desenvolver um software sobre o paradigma livre, você não acha que estará dando oportunidade de outros aprenderem? De evoluir seu código? Te ajudar?
Você que usa o GNU (Será mesmo GNU ??) a muito tempo, defende o quê??? Usabilidade? Funcionalidade? Estabilidade? Preço? Liberdade?
E você que está nem aí se é livre ou não, espera o quê de um sistema? Preço? Funcionalidade?
Com a “liberdade” de escolha, é direito ir contra a ética ?? É certo escolher algemas???